domingo, 16 de maio de 2010

Sabugal - Sortelha




Coroada por um castelo assente num formidável conjunto rochoso a 760 m de altitude, Sortelha mantém intacta a sua feição medieval na arquitectura das suas casas rurais em granito.
Fazia parte da importante linha defensiva de castelos fronteiriços, edificados ou reconstruídos na sua maior parte sobre castros das antigas civilizações ibéricas e o seu nome deriva da configuração do terreno em rochedos escarpados que envolvem a aldeia em forma de um anel (sortija, em castelhano), tendo as muralhas sido erguidas também em forma circular.

A entrada faz-se por uma porta gótica sobre a qual vê-se um balcão (Varanda de Pilatos), com aberturas (mata-cães) por onde se lançavam toda a espécie de projectéis contra os atacantes. Antes da entrada, merecem atenção um bonito pelourinho, rematado pela esfera armilar, símbolo de D. Manuel I e o edifício onde funcionaram os Paços do Concelho, ambos do tempo daquele rei. Na ombreira de uma outra porta, virada para poente, duas ranhuras na pedra representam medidas métricas (a maior, uma "vara" e a mais pequena um "côvado"), que serviam de aferição aos comerciantes medievais, num tempo em que os sistemas métricos não eram uniformizados.
Na igreja matriz, do séc. XIV, encontra-se um interessante trabalho do tecto hispano-árabe, e a talha dourada do altar-mor, acrescentada na época barroca.
 O encanto desta aldeia reside na sua atmosfera medieval, onde as casas todas construídas em pedra de granito e geralmente de um só andar, se alicerçam na rocha e acompanham a topografia do terreno. Fora das muralhas cresceu uma outra aldeia moderna, infelizmente em moldes arquitectónicos desenraizados da tradição.
Em redor de Sortelha a paisagem tem a beleza rude das grandes pedras de granito e das matas de castanheiros que as acompanham. Na localidade de Casteleiro, na estrada para Belmonte, situava-se a estância medicinal das Águas Radium, que foram consideradas entre as mais radioactivas do mundo. Poderá ainda fazer um saudável percurso a pé seguindo a antiga via romano-medieval, por onde passavam os peregrinos para Santiago de Compostela.

Duas interessantes vilas perfilam-se a cerca de 20 km de Sortelha merecendo, sem dúvida, uma visita: Belmonte, na direcção do Poente e Sabugal, a Norte. Para Sudeste, os amantes de turismo verde têm à disposição na Reserva Natural da Serra da Malcata percursos para observação de flora e de fauna numa paisagem rica em relíquias de mata mediterrânica. O lince ibérico é o símbolo da Reserva. Criatura bastante fugidia e desconfiada, prefere o esconderijo das matas, pelo que será necessária muita perseverança para o ver.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Passeio pela Serra da Estrela

Para ser um pouco diferente, resolvemos partilhar algumas imagens de um percurso interessante. Partindo pela Covilhã, passa-se pelos cântaros em direcção à torre, depois faz-se a descida pelo covão da ametade passando pelo vale glaciar em direcção a Manteigas, sem esquecer uma paragem no poço do inferno, ( Já aqui divulgado),  ao chegar ao Sameiro faz-se uma pausa para beber algo e retorna-se ao local de partida. Para os mais atentos, vão ver que uma viagem à partida rotineira, se pode transformar numa viagem de descobertas incríveis.
E como bónus, podem ir este fim de semana à Serra da Estrela e assistir à Rampa Internacional de Portugal Serra da Estrela, a única prova portuguesa do campeonato europeu de montanha. Só coisas boas!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Celebrar a Primavera!


E para ser um pouco diferente, ficam as fotos para celebrarmos a primavera. Falta é o rosmaninho mas fica o sítio onde as fotos foram tiradas....

domingo, 18 de abril de 2010

Alemanha - Tübingen


O imponente castelo renascentista Hohentübingen, que ainda hoje abriga parte da universidade, domina o panorama da cidade. Abaixo do castelo está a Fundação Evangélica, uma construção não menos impressionante, que data de 1536. Poetas de renome e pensadores alemães têm os seus nomes ligados à Fundação: o astrónomo Johannes Kepler estudou ali a partir de 1587. Os poetas Friedrich Hölderlin, Wilhelm Hauff e Eduard Mörike, bem como os filósofos Georg W.F. Hegel e Friedrich Wilhelm Schelling também foram alunos da universidade.
A parte antiga de Tübingen é tão idílica que cabe perguntar se ali vivem realmente pessoas, ou esse cenário não passa de um refinado projeto de museu intitulado "antiga e honrosa cidade universitária". Na verdade, parece que o tempo parou em Tübingen, de tão provinciana e tranquila que é a cidade. Já há 150 anos os professores se referiam à cidade como "uma vila universitária". De certa forma é assim até hoje.
Seguramente o facto de tantos estudantes se deslocarem à pequena cidade às margens do Rio Neckar deve-se à especial atmosfera de Tübingen, que se mantém praticamente inalterada há 500 anos. Com suas ruelas tortuosas, estreitas e íngremes e as pitorescas casasl, Tübingen é a quinta-essência da cidade romântica alemã. A paisagem mais fotografada de Tübingen é, com certeza, a margem do Neckar, com suas fileiras e a Torre de Hölderlin, onde o genial poeta, que perdeu a razão, viveu os últimos anos.
Na periferia sul, entretanto, começa o futuro em contraposição ao cartão-postal idílico de Tübingen. Antigos quartéis deram lugar a um bairro novo, com construções futuristas de vidro e metal, formando um complexo de moradias, lojas e escritórios. Uma atmosfera de cidade grande nas aforas da "vila". 
O dia-a-dia em Tübingen é tão tranquilo quanto as águas do Rio Neckar, que atravessa a cidade. Grande parte da cidade velha é uma calçada, onde é proibido o trânsito de veículos. Não há barulho de automóveis, nem buzinas estragando o idílio medieval. No verão, os estudantes reunem-se na pequena ilha fluvial do Neckar ou nos vários cafés do centro histórico para ler conversar. Em Tübingen, nada fica muito distante, as salas de aula e os bares estão bem próximos.
Desde 1956 acontece, em Junho, a grande corrida de canoa. Os condutores dão impulso às embarcações longas e estreitas com grandes varas, que são fincadas no fundo do rio. Cerca de 40 equipas disputam este campeonato. A equipa vencedora recebe 200 litros de cerveja como prémio. A perdedora tem que ingerir 3 litros de óleo de fígado de bacalhau. Nesta corrida estão sempre presentes os membros das corporações estudantis, que tanto em Tübingen como em outras cidades universitárias tradicionais (Freiburg, Göttingen e Heidelberg),  desempenham um papel importante.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Braga - Guimarães


Guimarães, cidade de origem medieval, tem as suas raízes no remoto século X. Foi nesta altura que a Condessa Mumadona Dias, viúva de Hermenegildo Mendes mandou construir um mosteiro, que se tornou num pólo de atracção e deu origem à fixação de um grupo populacional. Paralelamente e para defesa do aglomerado, Mumadona construiu um castelo a pouca distância, na colina, criando assim um segundo ponto de fixação. A ligar os dois núcleos formou-se a Rua de Santa Maria.

Posteriormente o Mosteiro transformou-se em Colegiada e adquiriu grande importância devido aos privilégios e doações que reis e nobres lhe foram concedendo. Tornou-se num afamado Santuário de Peregrinação, e de todo o lado acorriam crentes com preces e promessas. A vila foi-se expandindo e organizando, sendo então rodeada por uma muralha defensiva. Entretanto as ordens mendicantes instalam-se em Guimarães e ajudam a moldar a fisionomia da cidade.

Posteriormente, os dois pólos fundem-se num único e após o século XV a cidade intramuros já pouco mudará. Haverá ainda a construção de algumas igrejas, conventos e palácios, a formação do Largo da Misericórdia (actual Largo João Franco) em finais do século XVII e inícios do XVIII, mas a sua estrutura não sofrerá grande transformação. Será a partir de finais do século XIX, com as novas ideias urbanísticas de higiene e simetria, que a vila, elevada a cidade em 1853 pela Rainha D. Maria II, irá sofrer a sua maior mudança. Será autorizado e fomentado o derrube das muralhas, serão construídos os Largos do Carmo (hoje Largo de Martins Sarmento) e Condessa do Juncal, haverá a abertura de ruas e grandes avenidas e posteriormente a parquização da Colina da Fundação e a abertura da Alameda. No entanto, quase tudo foi feito de um modo controlado, permitindo assim a conservação do seu magnífico Centro Histórico.

domingo, 28 de março de 2010

Portalegre - Gavião / Belver




A Praia Fluvial do Alamal (Gavião) é uma das mais belas de Portugal, neste género, pelo ambiente natural que a envolve. Está localizada na margem esquerda do rio Tejo, e está classificada como “Praia Acessível”. Tem nadador salvador e areal marinho renovado todos os anos. A paisagem é deslumbrante. Não mais esqueceremos a vista para o Castelo de Belver, o extenso lençol de águas plácidas, o areal de areia fina e principalmente o magnífico passadiço, com cerca de 2 km, que bordeja o rio desde a praia até a ponte de Belver-Gavião: são freixos, amieiros, salgueiros, sobreiros, é o intrincado musical da passarada; é uma experiência sensorial única, por entre as clareiras na vegetação, vai assomando o espaço de Turismo Rural da Casa Covão da Abitureira, também a bordejar o rio Tejo, bem como o Castelo de Belver . A praia está integrada no complexo da Quinta do Alamal, de que herdou o nome e que foi adquirida pela autarquia em 1997.
Para a envolvente à zona balnear está projectada uma Quinta Pedagógica e a criação de uma piscina natural com água tratada, para além de numa área contígua estar previsto instalar o núcleo museológico “Artes do Rio”.
Actualmente tem sanitários, balneários, primeiros socorros, snack-bar. Centro Aventura do Alamal (centro integrado de lazer). Pode ainda praticar diferentes actividades desportivas como futebol e voleibol de praia, paintball, rappel, slide, bem como passeios de canoa e de barco pelo Rio Tejo.

O Castelo de Belver, situado na margem direita do rio Tejo, num morro granítico cónico de declives abruptos, é um dos mais perfeitos castelos românicos de Portugal e um dos 5 monumentos notáveis dos cavaleiros da Ordem de Malta (do Hospital) no nosso território. Este sítio foi muito importante na defesa do nosso território na luta contra os muçulmanos por controlar e vigiar a travessia do Tejo. Estrategicamente construído com vasto domínio na paisagem, é facilmente defensável pelas vertentes norte, oeste e sul devido à sua inclinação acentuada; o acesso ao Castelo é feito pela encosta nascente onde se formou a localidade de Belver.
Em 1191 al-Mansur, com o seu exército almóada fez várias incursões devastadoras em terras cristãs e o vale do Tejo converteu-se, de novo, num espaço de fronteira, salvando-se Évora com enclave cristão: a Norte dominavam as forças cristãs, a Sul as forças muçulmanas.
Dom Sancho I recorreu então as ordens guerreiras-religiosas para defender e aumentar o seu território.
Em 1194 Dom Sancho I fez a doação de uma extensa Terra chamada de Guindintesta a Norte a Sul do Tejo à Ordem do Hospital. Esta ficou encarregada defender e povoar a região, procurando desta forma consolidar o domínio cristão na região.
O rei também dá instruções para que seja construído um castelo que chamará de Belver, nome que é uma referência ao lendário castelo Belvoir, da ordem hospitalária situado no reino de Jerusalém. A bonita vila de Belver nasceu assim a devido a protecção e apoio ao castelo.


            www.portugalnotavel.com

domingo, 21 de março de 2010

Espanha - Ávila




Rodeada de muralhas medievais ainda intactas, Ávila é a capital de província mais alta de Espanha e também a que sofre um Inverno mais cruel.As muralhas do século XI têm mais de 2000 metros de extensão e são pontuadas por 88 torres cilíndricas; a secção do lado leste forma a abside da Catedral, com um exterior invulgar de fortaleza e o interior a exibir uma mistura dos estilos românico e gótico.
 Muitos dos templos religiosos da cidade estão associados a Santa Teresa de Ávila, como é o caso do Convento de Santa Teresa, construído no local da casa em que nasceu, ou do "Monasterio de la Encarnación", onde viveu 27 anos.Outro mosteiro que merece uma visita é o "real Monasterio de Santo Tomás", construído por encomenda dos Reis Católicos e concluído em 1492; com três belos claustros interligados, inclui também um museu de arte sacra.
A não perder em Ávila, é a feira medieval. No início de Setembro, a cidade recupera a sua imagem medieval. Bandeiras,  incenso, alecrim, especiarias, queijos, carnes, venda de escravos, fantoches, malabaristas, cavaleiros, reis, monges, ocupam as ruas e praças do centro histórico. Quem vier a Ávila nesta altura, faz uma verdadeira viagem no tempo....fiquem com algumas fotografias...




fonte:http://biztravels.net